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A trajetória de Desirée Sessegolo é fundamentada em sua formação em Design pela Universidade Federal do Paraná (UFPR)
A trajetória de Désirée Sessegolo é fundamentada em sua formação em Design pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), de onde extrai o rigor conceitual e o olhar estruturado que definem suas obras. Sua transição para as artes visuais teve início em 2008, nas oficinas do Museu Alfredo Andersen, onde a cerâmica serviu como ponte técnica e estética para o seu encontro definitivo com o vidro. Em busca da essência desse material, aprimorou seus conhecimentos em Murano, na Itália, imergindo na tradição dos mestres vidreiros para consolidar uma linguagem autoral que explora as transparências e os limites físicos da matéria.
Sua criação é movida pelo desprendimento das amarras teóricas, permitindo uma exploração livre e inovadora. Para Désirée, o fazer artístico é um exercício de liberdade, onde a técnica se curva à expressão do sentimento. Suas obras não são apenas objetos, mas manifestações de um mundo interior que busca traduzir, através da luz e da forma, as percepções e emoções da artista diante do mundo.
Especialista em processos de alta temperatura, desenvolve a técnica do vidro celular. O trabalho consiste em levar partículas de vidro ao ponto de fusão viscosa, controlando o equilíbrio físico para criar peças com espaços vazados e formas orgânicas.
O resultado são texturas únicas que desafiam a rigidez do material original, criando uma harmonia entre peso e leveza, cheio e vazio.
A prática artística de Desirée é indissociável da consciência ambiental. Através do reaproveitamento de resíduos, a artista transforma o descarte em poesia visual, como exemplificado na série “Folhas da Amazônia”, que utiliza a fragilidade e a força do vidro para pautar a preservação dos biomas brasileiros.
Atua na vanguarda do setor vidreiro no Brasil, sendo a idealizadora do 1º Salão de Arte em Vidro do Brasil (MuMA). A relevância histórica deste evento foi consolidada pela Lei nº 15.013/2024, que instituiu a data de sua inauguração, 21 de junho, como o Dia Nacional do Artista Vidreiro. Atualmente, lidera o Projeto Fundição Guará, onde aplica sua expertise técnica como ferramenta de inclusão social e capacitação comunitária. O projeto promove a sustentabilidade por meio da economia circular e da preservação ambiental, fomentando a economia criativa dentro da Grande Reserva Mata Atlântica.